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”- Então eu vou para a França. - Blair soprou a fumaça do cigarro no teto. - Ou para um daqueles países africanos onde falam francês. - Ela tentou se imaginar conversando com os nativos em uma aldeia africana árida enquanto equilibrava na cabeça um pote de barro com leite de cabra fresco e vestia um caftã elaboradamente tingido que podia ser sumamente sensual se estivesse amarrado nos lugares certos. Ela teria um bronzeado de matar e nada além de ossos e músculos de todo o trabalho pesado e as doenças intestinais terríveis. As crianças clamariam aos joelhos dela pelos chocolates Godiva que ela encomendaria para eles, e ela lhes sorriria serenamente como uma Madre Teresa linda e sem rugas. Quando voltasse aos Estados Unidos, ganharia um prêmio de melhor voluntária do Corpo da Paz, ou até o prêmio Nobel da Paz. Ela jantaria com o presidente, que lhe escreveria uma recomendação a Yale, e depois toda Yale se apaixonaria perdidamente por ela.” - Gossip Girl 7 - Ninguém Faz Melhor
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Tem gente ruim no mundo, já me convenci disso. Espero que você entenda isso também. E que não sofra tanto ao constatar que nem todo mundo quer o seu bem. Algumas pessoas sentem prazer em perturbar os outros. O que ganham em troca? Não sei. E nem quero descobrir. (Clarissa Corrêa)
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“Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos um último recurso: não fazer mais nada. Por isso, digo, quando não obtivermos o amor, o afeto ou a ternura que havíamos solicitado, melhor será desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram. Não fazer esforços inúteis, pois o amor nasce, ou não, espontaneamente, mas nunca por força de imposição. Às vezes, é inútil esforçar-se demais, nada se consegue; outras vezes, nada damos e o amor se rende aos nossos pés. Os sentimentos são sempre uma surpresa. Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido. Quase sempre amamos a quem nos ama mal, e desprezamos quem melhor nos quer. Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, e falhado, resta-nos um só caminho…o de mais nada fazer.”
(Clarice Lispector)
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(obrigada Mayara Jordão!)
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